{"id":169,"date":"2009-08-19T17:29:00","date_gmt":"2009-08-20T00:29:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.loucosporgatos.com.br\/?p=169"},"modified":"2009-08-19T17:29:00","modified_gmt":"2009-08-20T00:29:00","slug":"a-primeira-vida-do-pam","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/loucosporgatos.com.br\/?p=169","title":{"rendered":"A PRIMEIRA VIDA DO PAM"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_170\" aria-describedby=\"caption-attachment-170\" style=\"width: 482px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-170\" title=\"bichinhoc\u00f3pia\" src=\"https:\/\/www.loucosporgatos.com.br\/wp-content\/uploads\/2009\/08\/bichinhoc\u00f3pia.jpg\" alt=\"Agora \u00e9 essa coisa a\u00ed, toda saud\u00e1vel, mas j\u00e1 passou por algumas...\" width=\"482\" height=\"510\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-170\" class=\"wp-caption-text\">Agora \u00e9 essa coisa a\u00ed, toda saud\u00e1vel, mas j\u00e1 passou por algumas...<\/figcaption><\/figure>\n<p>Vou contar agora uma historinha do Pam, quando ele perdeu a sua primeira vida. Ele morava comigo e mais quatro pessoas em um apartamento enorme no centro de Florian\u00f3polis. Dois andares do edif\u00edcio eram garagens e cinco andares acima n\u00f3s mor\u00e1vamos, mais especificamente, no 502. Eu, o Pam e mais quatro mulheres. Bom, eis que um belo dia todas n\u00f3s &#8211; sim, cinco mulheres &#8211; sa\u00edmos para uma noitada. Na volta, eu SEMPRE preciso dar cheiro no Pam e fui procurar o meu bichinho. Embaixo das cinco camas ele n\u00e3o estava, atr\u00e1s da geladeira tamb\u00e9m n\u00e3o, no sof\u00e1, nada, dentro dos arm\u00e1rios, ningu\u00e9m.<\/p>\n<p>De repente, escuto um miado muito, mas muito distante&#8230; Gente, \u00e9 a P\u00e2mela &#8211; ah, tem essa, na \u00e9poca eu achava que o P\u00e2melo era menina, ele devia ter uns dois anos. Olhei pela janela da lavanderia e meu ser caramelo estava l\u00e1, embora eu n\u00e3o conseguisse enxergar direito. Algumas amigas minhas desceram pra v\u00ea-lo e pediram que eu esperasse, sen\u00e3o eu teria um tro\u00e7o. N\u00e3o sei como consegui, mas fiquei esperando e chorando. Elas disseram que ele estava l\u00e1, em cima de um monte de areia da constru\u00e7\u00e3o ao lado (sorte de gato, n\u00e9?), e com o rabo cheio de coc\u00f4. Pecadeza, meu Deus do c\u00e9u!<\/p>\n<p>Bom, a\u00ed come\u00e7ou a correria em busca de um veterin\u00e1rio 24 horas. N\u00e3o deixei que ningu\u00e9m tocasse nele(a) pra que n\u00e3o desarranjasse o que j\u00e1, provavelmente, n\u00e3o estava muito bem. Ap\u00f3s algumas liga\u00e7\u00f5es, achamos um veterin\u00e1rio. Nunca tinha ouvido falar, nem sabia direito onde era, mas eles tinham uma ambul\u00e2ncia e pra mim bastou, j\u00e1 que era necess\u00e1rio tir\u00e1-lo daquela situa\u00e7\u00e3o imediatamente.<\/p>\n<p>Eu n\u00e3o lembro muito bem porque, mas sei que n\u00e3o fui visitar a P\u00e2mela nos dois dias que ela ficou no veterin\u00e1rio. Acho que minhas amigas pediram pra eu n\u00e3o ir, porque ele (a) estava em condi\u00e7\u00f5es n\u00e3o muito amistosas. Se fosse hoje, eu obviamente n\u00e3o faria isso, mas naquela \u00e9poca, sei l\u00e1, minha cabe\u00e7a era pior ainda do que \u00e9 hoje.<\/p>\n<p>Quarenta e oito horas depois, chega o meu beb\u00ea novamente em casa, Cheirosinho, com LACINHO na cabe\u00e7a &#8211; veterin\u00e1rio t\u00e3o bom que nem pra checar se ela era ela mesmo. E as recomenda\u00e7\u00f5es s\u00e3o: c\u00e1lcio tr\u00eas vezes ao dia, imobilidade total e comidinha sempre ao lado. Por qu\u00ea? Porque, simplesmente, o Pam, a Pam, o meu beb\u00ea tinha quebrado a bacia. E ele n\u00e3o conseguia andar de forma nenhuma e, segundo o veterin\u00e1rio, n\u00e3o h\u00e1 como engessar uma bacia (isso eu sei porque j\u00e1 vi humanos com o mesmo problema). E a\u00ed, eu, que j\u00e1 quase n\u00e3o frequentava mesmo a universidade, deixei tudo de lado pra me dedicar ao meu amor. Dar rem\u00e9dio pra gato n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil e mant\u00ea-lo calminho impossibilitado de andar \u00e9 pior ainda. Mas ali eu fiquei, do lado de um edredon estirado na sala, com o meu serzinho amado, todo doentinho.<\/p>\n<p>Essa imobilidade durou um m\u00eas. Em seguida, o Pam come\u00e7ou a se arrastar. Era horr\u00edvel e lindo de ver, porque ele literalmente se arrastava, com muito esfor\u00e7o, segurando um m\u00f3vel com as patas da frente e puxando o resto do corpo pra junto dele. Horr\u00edvel porque \u00e9 um sofrimento. Lindo porque ele estava se esfor\u00e7ando muito pra voltar a andar. E eis que, mais um m\u00eas depois, o meu gato andava novamente, mancando um pouco com a pata esquerda, mas cheio de estrepolias naquelas patas almofadadas.<\/p>\n<p>E \u00e9 isso. At\u00e9 hoje o Pam tem um certo desvio na pata esquerda porque a bacia colou um pouco tortinha, mas nada que o afaste de suas brincadeiras e peraltices. Em dias mais frios ele chega a andar pulandinho, ou logo depois de ficar muito tempo em cima da pata esquerda. Mas normalmente, ele caminha um pouco manco, o que at\u00e9 lhe confere um certo charme, pra falar a verdade.<\/p>\n<p>Paci\u00eancia, essa \u00e9 a palavra. E f\u00e9 na vontade do seu bichano de recuperar. Eles superam tudo. Mais adiante, conto a voc\u00eas outra prova disso.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vou contar agora uma historinha do Pam, quando ele perdeu a sua primeira vida. Ele morava comigo e mais quatro pessoas em um apartamento enorme no centro de Florian\u00f3polis. Dois andares do edif\u00edcio eram garagens e cinco andares acima n\u00f3s mor\u00e1vamos, mais especificamente, no 502. Eu, o Pam e mais quatro mulheres. 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